“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto deles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.”
Essa mensagem estava no facebook da minha mãe, ontem. Ela soube como ninguém tornar-se “desnecessária” e ao mesmo tempo, um porto seguro para suas duas filhas. Achei linda, diferente e resolvi compartilhar com vocês.
Desejo que todos os dias de nós, mulheres, mães ou futuras mamães, sejam dias floridos, coloridos e felizes como na foto acima.
um beijo especial pra minha mãe, minha sogra, minhas amigas que já são ou que ainda serão mães e noivas queridas que já tem seus bebês e futuras mamães que já fotografei!!
P.S. a dona desse barrigão lindo da foto é a Gimena, que fotografei em fevereiro, e hoje carrega o Santiago em seus braços.

Post lindo Aline! Tomara que eu consiga ser esse tipo de mãe, minha mae nos crio asim com libertade e a certeza de que sempre estara a nosso lado, eu tambem quero me tornar esse tipo de mãe! Adorei o post e adorei você ter fotografado um momento tao importante na minha vida!! Beijos!!
Aline, que bela mensagem. Me emocionei!
Beijão
Mana escolha linda de texto e essa foto é a mais linda de grávida que eu já vi! Parabéns sempre e tbém pra Gimena, o Santiago é fotogênico!
Linda mensagem, daquelas para serem lidas todos os dias!